AUTISMO E NOCICEPÇÃO

Seu filho caiu, ralou o joelho e, para sua surpresa, não chorou? Ou, pelo contrário, uma etiqueta de roupa causa uma crise que parece desproporcional?

Se essas situações soam familiares, você pode estar observando uma das características menos discutidas do Transtorno do Espectro Autista (TEA): uma diferença no processamento da dor, tecnicamente conhecida como nocicepção atípica.

Entender esse conceito é fundamental para apoiar melhor seu filho. Vamos desvendar o que é, por que acontece e como você pode ajudar.

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INTEGRAÇÃO SENSORIAL DE AYRES E ESTEREOTIPIAS NO AUTISMO

A Integração Sensorial de Ayres (ISA), quando aplicada por um terapeuta ocupacional qualificado, oferece uma abordagem profunda e respeitosa para compreender e apoiar crianças autistas, especialmente em relação às estereotipias (também conhecidas como “stimming” ou comportamentos autoestimulatórios).

O ponto fundamental é que a ISA não visa “eliminar” as estereotipias, pois entende que elas são uma forma de comunicação e uma estratégia de autorregulação. Em vez disso, o objetivo é abordar a causa sensorial subjacente, ajudando a criança a regular seu sistema nervoso de maneira mais eficiente e funcional.

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TERAPIA OCUPACIONAL E INTEGRAÇÃO SENSORIAL

A forma como percebemos e reagimos ao mundo é mediada pelos nossos sentidos. Tudo é processado pelo nosso cérebro para que possamos interagir de maneira funcional. No entanto, para algumas pessoas, esse processo, conhecido como Integração Sensorial, pode não ocorrer de maneira eficiente. É nesse ponto que a Terapia Ocupacional (TO), utilizando a abordagem de Integração Sensorial de Ayres (ISA), se torna uma ferramenta essencial, especialmente no desenvolvimento infantil.

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RIGIDEZ COGNITIVA EM AUTISMO

Rigidez cognitiva, também conhecida como “pensamento inflexível”, é a dificuldade em adaptar o pensamento ou o comportamento diante de novas situações e informações novas, mudanças de opinião ou alternância entre tarefas ou atividades. É como se a mente tivesse um conjunto fixo de regras ou rotas preferidas e achasse difícil ou angustiante desviar-se delas.

Em outras palavras, é a tendência de manter rotinas, preferências e formas de fixas de agir.

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COMO O AMBIENTE INFLUENCIA NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS AUTISTAS

Para pais, cuidadores e educadores, compreender a complexa interação entre genética e ambiente é fundamental, especialmente quando se trata do desenvolvimento de crianças no espectro do autismo (TEA).

Para uma criança com autismo, o ambiente não é apenas um cenário passivo, mas uma ferramenta ativa que pode facilitar o aprendizado, a regulação emocional e a interação social, ou, ao contrário, pode se tornar uma fonte de estresse, ansiedade e sobrecarga.

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NEUROPLASTICIDADE EM AUTISMO

A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de se modificar, adaptar e reorganizar, formando novas conexões neurais ao longo da vida em resposta a experiências, aprendizagem, lesões ou desenvolvimento. Em crianças com TEA, essa plasticidade pode ser particularmente importante, pois o cérebro pode se adaptar a desafios específicos enfrentados no espectro autista, como dificuldades na comunicação social ou processamento sensorial. Isso significa que, com estímulos adequados, o cérebro de uma criança autista pode criar novas conexões neurais e fortalecer aquelas que são mais úteis para a aprendizado e desenvolvimento de habilidades. 

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TOD X TEA – DIFERENÇAS

O Transtorno Opositor Desafiador (TOD) pode ser uma comorbidade do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Isso significa que uma criança com TEA pode apresentar também o TOD como um transtorno secundário.

Tanto o TOD como o TEA são condições que podem causar comportamentos desafiadores, embora as causas sejam diferentes.

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O QUE É INÉRCIA AUTISTA?

A inércia autista é semelhante à inércia da Física de Newton, e consiste na dificuldade de iniciar e interromper atividades. É a tendência que as pessoas autistas têm de querer permanecer no estado inicial. Quando estão dormindo, querem continuar dormindo, quando acordados querem continuar acordados, quando estão fazendo uma atividade, querem permanecer fazendo aquela atividade, etc.

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POR QUE MEU FILHO É AGRESSIVO?

O comportamento é uma forma de comunicação. Identifique o que a criança está comunicando para ajudá-la a lidar com suas emoções.

Frequentemente associamos a raiva apenas à agressividade, mas a raiva não é a única razão pela qual o seu filho pode demonstrar comportamentos agressivos. Emoções como ansiedade, confusão, tristeza, medo, estresse e dor também podem provocar agressividade em crianças com TEA.

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COMO PLANEJAR MUDANÇAS NA ROTINA

Crianças e adolescentes com autismo geralmente gostam de rotinas e rituais conhecidos pois isso lhes dá a sensação de segurança e previsibilidade; e não gostam de mudanças. Provavelmente uma criança com autismo pode precisar de ajuda para aprender a lidar com eventuais mudanças nas rotinas. 

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